Feb 2 2007
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Sociedad

De Antonio Conselheiro a Lula: – 0 BRASIL CONSTRUINDO SUAS UTOPIAS

Aparecida en la revista Piel de Leopardo, integrada a este portal.

Introdução

Muitos falam do Brasil e de sua situação política, principalmente quando ressaltam escândalos, subornos, violência e a miséria escandalosa em que vive uma parte do seu povo. Sem dúvida a história do Brasil comparada com a de qualquer outro pais de América Latina é cheia de fracassos,e alegrias, lutas e esperanças. Nesses 506 anos de história, o Brasil foi marcado por contrastes tão significativos como a quantidade de etnias que o habitou.

O Brasil esta “América aportuguesada” é objeto de estudo de investigadores brasileiros, e estrangeiros que têm dedicado parte de suas vidas a compreender este gigante colorido.

Dentro do contexto latino americano, o Brasil é visto como um país distinto centrado principlamente no seu patrimônio línguistico que faz com que os brasileiros construam seu imaginário de outra maneira. O português que o diferencia do resto da América Espanhola, o transforma imediatamente em uma “América Abrasileirada”, que com seus aspectos culturais profundamente marcados pelos indígenas, e africanos o torna um pais indiscutivelmente atrativo.

Este pais de beleza única, construido na base de dor e repressão, também contruiu suas utopias, e sua luta por uma sociedade mais justa nos dá a oportunidade de tentar comprender a dinámica histórica na qual o Brasil tem tentado contruir suas fantasias.

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O objetivo deste ensaio é resgatar alguns personagens da história do Brasil, que dentro de cenários bastante distintos puderam contruir suas utopias, lugares imaginários na busca de uma sociedade ideal. Alguns com base no pensamento marxista, outros dotados de uma força poderosa que “lentamente” pôde atrais aqueles mais necessitados de uma esperança salvadora na luta pela sobrevivência.

Em todas as épocas no largo da sua formação o Brasil sempre teve seus “gritões” e “rebeldes”, mesmo que os colonizadores não os quisessem reconhecer. Eu gostaria de partir este ensaio recordando as rebeliões escravas, ou de seus lideres que deram ao Brasil um dos movimentos sociais mais significativos como foi o movimento abolicionista, e luta pelos direitos civis significativa. Mas podemos reconhecer os principais.

Pelo espaço limitado de esta modesta reflexión regresaremos ao final do século XIX, mas quiserámos colocar como altenativa a caracterização de ciertas influências que transformaram a consciência do povo brasileiro em uma espécie de “aura encantada”, que o têm protegido de certas catástrofe. O Brasil foi “laboratório no ar”, se constitiui, sem duvida em uma dinámica e propostas de homens e mulheres que pensaram em criar um mundo novo e consequentemente um homem novo. Qualifico como “laboratório no ar”, pela inúmeras experiências de lutas sociais vivenciadas em território brasileiro.

Dono de um passado memorável no qual não está presente somente a luta pela Abolição da Escravatura, mas também os movimientos messiânicos do nordeste, as tentativas por implantar governos democráticos, e luta dos camponeses, é a demonstram a busca por uma consciência politico-social presente no largo de sua história.

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Como disse José Saramago, escritor português, Prêmio Nobel de Literatura, 1998: “Se alguém considera que o passado está morto, é um pouco tonto. O passado nunca está morto, pela a simples razão, que nós somos o passado, não estamos feitos de presente, o que realmente não existe é o futuro por que não sabemos o que é. O passado continua em cada um dos homens, na língua, na cultura, na história, nos costumes. Tudo isso é o passado.”

Parece que o enunciado vem de encontro a tese de que o passado é o único que existe. É nossa memória. Na formação histórica brasileira está presente os objetivos da empresa colonial portuguesa como principal responsável pela depredação do seu territórrio, e do seu povo. Dono de uma riqueza natural impressionante, com os melhores solos do mundo de minério, o Brasil foi durante todo o periodo colonial, e posterior a ele, saqueado por aqueles que viram nessa terra a fonte de riqueza para desenvolver suas metrópoles. A dialética da colonização nos exigiria mais de um ensaio, mas é importante mencionar que o processo de colonização vivenciado pelo Brasil é o grande responsável pelas diferentes sociais existentes até hoje no pais.

As experiências subversivas, e as realidades impostas violentamente criou um cenário politico, indiscutivemente propício para desencadear uma série de experiências práticas. Aqui as resgataremos no intuito de encontrar quem sabe, até elementos marxistas , buscando a herenca de um passado verdadeiramente glorioso para muitos, e que será recordado através de facções de esquerda,da fé religiosa, e de seus lideres em uma reflexão sobre as idéias marxistas, e sua chegada ao terriotio brasileiro. Desta forma queremos contrapôr a grande crise das idéias, e sua conexão com os modelos marxitas, e o que ficou desta no Brasil de hoje.

Brasil, é certamente conhecido pela a sua maravilhosa geográfia, seu carnaval, seus títulos no campeonatos mundiais de futebol, a sua emblematica violência urbana , mas falta muito na divulgação do pensamento de seus intelectuais e dirigentes, de sua formação como nação, da luta de seu povo por impedir a destruição do seu espaço. Assim, pensando em contribuir para os estudos das idéias tão carente em nossos dias é que faremos uma ponte entre os estudos de Marx e Engels, e a prática histórica vivenciada na Historia do Brasil.

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Antonio Conselheiro y los cambios del siglo XIX

“….O historiador somente pode avaliar a atitude daquele homem, que não valeu nada, considerando a psicología da sociedad que criou….Isolado, ele se perde no trago dos neuróticos vulgares. Pode ser incluido em uma modernidade qualquer de psícose progressiva. Mas, posto em função do meio assombra. É uma diátese, é uma síntese. As fases singulares de sus existência. Não são talvez peíiodos sucessivos de uma moléstia grave, mas são, com certeza resumo abrevidado dos aspectos predominantes do mal social…”
Euclides da Cunha, Os Sertões

A obra de Euclides, é transcental na compreensão dos más diversos aspectos sociais e políticos do Brasil. Seu texto veio a significar o marco de uma visão ampla do povo, e do homem brasileiro. Até a publicação desta obra em 1902 a única imagem do homem brasileiro era produto da colonização portuguesa, tanto no que se refere a cultura como no que se refere as etnias que ocupavam o território brasileiro desde do Rio Grande do Sul ao Amazonas.

Quando Euclides da Cunha publica seu livro Os sertões, a estrutura social e física do homem brasileiro retratada em suas páginas provoca escandalos na cúpula do poder do estado. Nessse momento se dar a conhecer o sertanejo, e o escándalo foi total. Não por que não se sabia de sua existência, e sim por que além de existir era protagonista daquele que viria a ser o Movimento Popular mais importnte do Brasil.

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A Guerra dos Canudos, um dos mais emblemáticos acontecimentos da História do Brasil no qual podemos perceber a grande crise que azotava o pais no ano 1888/89, é o momento da criação do mito em torno a Antonio Conselheiro, personagem místico, apocalíptico e misterioso.

Em momentos de crise em qualquer comunidade humana surgem as tentativas desesperadas por ver alguma ordem dentro do caos. O caos no momento de crises impera e destroe.

No Brasil por exemplo, terra de tantas crises, quando da implantação da República corria uma epóca de oligarquias poderosas, coronéis que eram verdadeiros deuses, versos a miséria em que vivia a grande quantidade da população. Era um cenário para o surgimento de predicadores que reviviam os estímulos da fé católica, ou qualquer outro tipo de argumentos que minorava o sofrer e a opressão do povo. Principalmente o nordeste brasileiro destinado naturalmente a tantas penúrias.

Por que falar de fé religiosa num ensaio marxista?

Retomamos a figura de Antonio Conselheiro, como ponto de partida para discutir t o papel do revolucionário cumprido com fé pelo sertão do Brasil.

O poder da revolução se centra segundo Karl Marx em seu sentido mais pleno, significa um salto cataclismo de um modo de produção para o seguinte. Este salto seria provocado por uma convergência de conflitos entre velhas e novas instituções, e as novas forças produtivas que tutam pela liberdade.

Nesse sentido e inegavelmente sem centrar-nos no desafio da revolução no conceito marxista, é importante recordar que uma das missões que teria Antonio Conselheiro era lutar com um novo regime e construir para seus fiéis uma fortaleza. Esta fortaleza seria um lugar no qual pudessem esperar o fim do mundo. Ou um mundo melhor?

Este fim do mundo que já existia, mas caracterizado pelo infortúnio, baseado na exploracao, e a diferenca social, onde a classe dominante, é responsável pela situação prática do povo.

Os profetas e predicadores biblícos que apareceram no Brasil foram muitos, mas Antonio Vicente Mendes Maciel, o “Conselheiro”, era um heresiarca do século II em plena Idade Moderna, um arlequim com delírios apocálipticos.

Na verdade só se tratava de um homem do povo, falando a língua do povo. Ele dizia o que o povo precisava ouvir, e fazia o possível para destruir o caos do seu tempo. fotoTeve milhares de seguidores que dispostos a lutar por uma melhor condição de vida, veio a ser considerado contra-republicano.

Alguns pensadores têm concluido que o ele queria era restaurar o império de D. Pedro II, e que considerava a República Velha uma ameaça. As melhorias existenciais do povo foi mais forte, e muitos outros concluem que este pensamento só começou a existir a partir do momento em que “Conselheiro”, exige o “calote” dos impostos altos. Mas monarquistas ou não, ele pode resistir, junto a milhares de adeptos ä construção de um projeto: Canudos.

Um projeto civilizado que atraiu a ira dos coronéis, aqueles que perderam a mão-de-obra barata pelo abandono que havia das cidades em que a grande maioría dos trabalhadores seguiam ao grupo de “Conselheiro”. Foi uma epóca de saqueios, de violência e assaltos. O grupo estendeu a violência pelos campos do Brasil.

É aqui que temos a aparição dos jagunços, na história do Brasil. Os homens deixavam os seus empregos, suas casas, abandonavam o gado, ou se apresenteavam ao “Conselheiro” com seus bens e desta forma construiriam Canudos. Os assassinos, os marginais, se fascinavam com o projeto, lutando em suas filas para a formação desta fortaleza. Lutando com dificuldades, conseguiram atrair o aparelho repressivo do Estado, e a brutalidade do governo.

Uma repressão que é a marca registrada da República, motivo para que nasça um fanatismo exarcebado, que terá grandes precedentes na História do país. A repressão republicana contra Antonio Conselheiro o faz conhecido como um restaurador do império, mas seu único objetivo era criar um reino de “Deus”.

Devemos notar que nesta tentativa por construir uma nova sociedade, os fanáticos “conselheiristas”, estão na base para que possamos enriquecer a memória com eventos históricos que passaram, e que legitimam a busca de uma nova ordem.

O nordeste brasileiro, região subdesenvolvida , cheia de riqueza minerais, com uma natureza que colabora para o seu atraso econômico no meio de um deserto de paus secos, sem terras fertéis. Ai se desenvolve a cultura “nordestina”, totalmente distinta daquela que conhecemos no sudeste em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

A obra de Euclides da Cunha, mostra a chacina a estes rebeldes, e a morte de “Conselheiro”.
A resitência corojosa que tiveram os fiéis para enfrentar o exército brasileiro (1893-1897), com armas artesanais, e com a fé contra os canhões da República, nos demonstra o nascimento mitológico e simbólico daquele que construiiu um imaginário para o povo nordestino e se tornou para o povo de Canudos seu salvador.

Para as discussões atuais o significado da luta dos fiéis de Canudos, é também analisado como a ascensão de uma classe emergente (trabalhadores sertanejos), e luta por um lugar nesta hierarquia social.

Marx e Engels consideram como regra geral que todos estes movimentos de rebeliões tinham que ser levados muito além dos interesses exigidos dos burgueses, que podem considerar a capacidade de apoio das massas a um representante do povo.Podemos considerar la “Guerra de Canudos”como una destas significativas representações.

O estudo historiográfico nos demonstra que a cada nova rebelião poderíamos ter a possibilidade de um êxito. Marx fala de qua cada novo rebelião dentro ou fora de uma estrutura social pode permitir assegurar o poder. Engels tentou no O papel da violência na história (1887-1888), enquadrar uma opção destas, quando resgata a re-estruturação das aldéias indianas pela pressão britânica, considerando como “a primeira revolução social da História da Ásia, no “O domínio britânico na Índia”. (Artigo escrito em 10 de junho de 1853).

Numeráveis são os problemas que surgem com relação ao conceito de revolução.Mas aquí nos limitamos a apenas este conceito marxistas, também acreditamos que Canudos possa ser um modelo dentro da concepção marxista. Só queremos aproximar um significado prático para estimular a tese de que uma das primeiras formas alternativas para terminar com uma estrutura estabelecida é a notável capacidade do povo.

No caso do povo nordestino subjulgado o objetivo é nao seguir sendo explorado neste sistema produtivo. No entanto, a colisão de classes (os trabalhadores (fiéis), e os coronéis (os donos da produção), representado pelo governo republicano também representam uma colisão econômica. Nesse caso quando pensamos em Canudos como um dos movimentos sociais mais signficativos do Brasil concebemos a trasnformação como uma volta ao passado, e encontramos com os germes das lutas populares.

Como disse Marx e Engels: na Ideología Alemã, “…nunca uma transformação se dará de forma isolada em um ou outro lugar, é necessário a união para ser decisiva esta agitação..”

Por outro lado temos que ter claro, que o pensamento político de “Conselheiro”e seus fiéis na busca do “Reino do Céu”,existiu e foi sua praxis que conduziria também aos fieis ao poder de Canudos ou ao seu poder como messias.

As mudanças do Brasilnordestino, campônes, pobre,isolado vai dando passo para a aparição de outros líeres, que não tão emblemáticos como “Conselheiro”, vão de encontro a uma forma desafiante de conduziras sensibilidades do povo, criando possibilidades de mudancas na história, que fazem do Brasil um pais permanentemente questionável do ponto de vista de sua ordem, de sua burguesía, e do seu modelo produtivo.

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A criação do Partido Comunista Brasileiro
e Luiz Carlos Prestes “O cavalheiro da Esperança”

“A felicidade consiste na conciência do dever cumprido…”
Carta de Prestes, na prisão a sua mãe.

A diversificação dos interesses da classe trabalhadora, e os interesses da burguesia fazem com que aparecam inúmeros problemas sociais no Brasil contemporâneo. A luta dos excluidos acontece, e muitas vezes é vitoriosa. É possivel que encontremos grandes ideais, e aspirações, sonhos e desejos, em atividades que desafiam a ordem estabelecida.

As utopias fazem parte das fantasias do ser humano. São intrísecas a natureza humana. De nenhuma maneira podemos ignorar que o sistema no qual estamos inseridos possibilita sonhar, e ampliar nossos conceitos de vida. Tanto nas mudanças como nas transformações. Nas sociedades do terceiro mundo onde as possiblidades destas trasnformações são mínimas, e estamos enquadrados dentro de uma mobilidades social, que nos limita como seres produtores de pensamento e sonhos, estas possilbidades só aparecem no umbrasl desses limites.

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O marxismo apareceu no terceiro mundo, e em grande medida através dos laços coloniais que se estreitaram na relação com a luta contra o imperialismo.

O imperialismo definiu as questões principais nesse contexto, imprimiu sua marca particular ao pensamento e a prática marxista sobre o terceiro mundo. Nessa matéria as princiapais questões dizem respeito ao impacto do capital metropolitano sobre as estruturas sociais pré-capitalitas, e o aparecimento de novas classes classes sociais, os padrões resultantes de alienação e contradição de classes que nascem com o desenvolvimento destas sociedades e das condições das lutas revolucionárias.

O marxismo clássico de Marx y Lenin, tinha uma visão de efeitos de penetração do capital (metrópole), nas “sociedades atrasadas”, que não foi conformado pela evolução dos fatos, deploravam seu caráter explorador e destrutivo, sustentavam no entanto, a concepção de que, uma vez introduzida sua própria lógica de desenvolvimento, derrubaria as estruturas capitalistas, criando as estruturas pré-capitalistas , dando como resultado a dinámica de acumulação e crescimento.

Lenin no O desenvolvimento do capitalismo na Russia (1899), constroe o conceito de formação social (a russa), na qual há mais de um modo de produção capitalista, e desafia o modo de produção dominante que é o Estado Feudal. Não quiserámos extrapolar na análises, mas sim é importante compreender que o desenvolvimento do capitalismo no Brasil vai de encontro a uma já criada estrutura econômica durante o periodo colonial.

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A particularidade da História do Brasil, e a expansão de sua econômia são o caminho para dar inicio a reflexão sobre as primeiras idéias marxistas que surgem no Brasil em meados do século XIX. A economia brasileira viveu uma de suas epóca mais favoráveis de acumulaço e expansão de capital.

O açucar, apesar da luta no concorrente mercado mundial de outros produtores técnicamente mais bem epquipados, melhorava o mercado interno, e continuava a aumentar o volume exportado. A partir de então, cresce muito mais a acumulação da riqueza.

A economia açucareira aperfeiciona sua técnica de fabricação, a maquinária a vapor faz ali suas primeiras entradas, e do mesmo modo na cultura e o benéficio de produtos agrícolas no geral, elevam os padrões de renda e de qualidade.

Eramos já um país “condenado a civilização”, como afirmaría Euclides da Cunha. Dados os primeiros passos a caminho do desenvolvimento econômico com a abertura dos portos ao comércio internacional, e a independência política, as forcas estão liberadas para estabelecer as premissas indispensáveis para o surto progressista que vinha a conhecer ao país.

Tudo que viria suceder depois no plano econômico e político –a expansão das forças produtivas , a abolição da escravidão, e a proclamação da República– seriam em grande parte efeito daquele impulso inicial, no qual, no entanto, abriría novos caminhos.

A revolução Praieira ( ), primeiro acontecimento com ideais marxistas que se dá no Brasil quando podemos considerar este periodo como a protohistoria do Marxismo no Brasil.

Assim o movimento comunista que surge no Brasil é acompanhado por rebeliões operárias em 1917-1920, quando os trabalhadores se perfilam como classe diante da burguesía, e o Estado.

As idéias marxistas difundidas pela a Internacional Comunista fazem com que os trabalhadores brasileiros tenham uma visão do Brasil como um país que precisava uma Revolução Nacional e Democrática. O Partido Comunista Brasileiro (PCB), fundado no día 07 de abril de 1922; mas sua sigla significa (Partido Comunista do Brasil, pois em 1961, mudaria seu nome para (Partido Comunista Brasilero).

A revolução que se perfilava era de caráter burguês, e deveria ser realizada pela aliança da classe operária com os camponeses e a pequena burguesía urbana.

Até o iníio dos anos 60, o PCB foi a mais significativa força da esqueda no Brasil. Uma das figuras mais importantes e que mais identificava seu trabalho com o partido era o Tenente Sr. Luis Carlos Prestes.

Muito antes de chegar ao PCB, Prestes ja mostrava seu inconformismo nacionalmente. Aos 26 anos, o jovem tenente liderou o movimento que recorreu 25 mil kilómetros do territorio nacional com o objeto de debilitar o governo de Arturo Bernardes. A Coluna Prestes, durou 21 meses. Desde de então, passou a ser chamado o “Cavalheiro da Esperanca”: Segundo ele, nunca havia ouvido falar de marxismo. Era apenas um rebelde que não gostava como o governo levava o país.

Luis Carlos Prestes, nasceu no dia 3 de outubro de 1898; em Porto Alegre. Depois da clamada Revolução de 30 , Prestes se mudou à Moscou, depois de haver profundizado a teoría marxista. Getúlio Vargas, o declarou desertor. Ele somente voltaria ao Brasil em 1934, na clandestinidade. Tinha como objetivo reorganizar a revolução operária.

A história de Prestes tem sido retratada em vários documentários, e filmes, uma das mais recentes é Olga, de Fernando de Morais, na qual vimos a brutalidade do Estado Novo e o terror do governo de Getulito Vargas.

fotoPrestes volta ao Brasil acompanhado de Olga Benário, sua esposa que estava grávida. Olga era uma jovem militante judía alemã, encarregada de sua seguranca.

O casal foi preso, e nunca mais se reencontrou. Olga mesmo gravida foi deportada para Alemanha nazista. Deu a luz a primera a Anita, primeira filha de Prestes em novembro de 1936, em uma prisão femenina em Berlím. Pouco depois faleceu na câmara de gás. Prestes ficou 10 años detido, dos quais 2 anos totalmente isolado. Só foi liberado em 1945. Conheceu a sua filha quando ela tinha tinha 9 anos. Todos estes acontecimentos fizeram de Prestes um mito, uma legenda. Seus fiéis lhe fizeram uma homenaje em São Paulo na qual exibíam suas fotos entre as bandeiras vermelhas do PCB.

O único cargo público na vida de Prestes foi o de Senador, eleito em 1946. Mas já em 1947, o PCB de novo estava na clandestinidade. Foi nesse período que conheceu sua segunda esposa, com a qual teve 8 filhos.
Com o golpe militar de 1964, Prestes também teve que esconder-se. Cansado da clandestinidade, em 1970 se mudou para Moscou. Em 1979 , o regime militar lhe concedeu a anistia e ele regresou ao Brasil.

A diáspora de Prestes tem muito que ver com a história política do Brasil, e com a tentativa frustrada de encaminhar as lutas para a ruptura total com o imperialismo, e o grande latifúndio. Brasil passa a ser totalmente capitalista preservando os vínculos de suas classes dominantes com o imperialismo.

A emergência da classe operária vai em ascenso com desenvolvimento da industrialização, mas este movimento também faz com que os trabalhadores se afastem das filas do partido. Nos final dos anos 70 uma crise orgânica os afeta. As lutas do Partido Comunista Brasilero, é vista pelos campos e pelas cidades brasileiras, em função de uma plataforma de reivindicações, que acionam não somente o poder dos trabalhadores, nas grandes indústrias, e no campo do Brasil, mas também pedem o protagonismo em uma época em que se acentuava o sistema capitalista,e que suas contradições já afetam uma grande maioría da população.

Desta forma o que podemos notar é que apesar das lutas sociais se intensificarem, também se intensifica a repressão do Estado. É a ofensiva do capitalismo contra o mundo dos trabalhadores, e de suas organizações.

Aquí podemos mencionar as “Ligas Camponesas”, como a mais significativa organização surgida no Brasil durante este período. Com o golpe militar de 1964, Brasil não somente conhece um outro período de terror de Estado, mas também se vê debilitadas suas organizações, e lideres, que são caçados, exilhados e assassinados. Dando início a um periíodo de desigual desenvolvimento também nos periodos que seguem.

Em março de 1990, Luis Carlos Prestes morreu de Leucemia, passou toda sua vida, ou metade de sua vida na clandestinidade, isso parece explicar a constante, e incansável luta da esquerda brasilera.

Diante dessa derrota os interesses dos trabalhadores pelos movimentos socias, e a busca de melhoras de vida e de trabalho se foi debilitando.

Apesar disso, o pais conhece outro periodo de abertura com a chegada da democracia em 1984. O movimento pelas eleições diretas (1984), foi um momento também um momento de protesto, que explodiu em todo Brasil, depois de um longo periodo de ditadura militar. Este serviria para o surgimento de outros lideres e de outros movimentos populares.

Nessa perspectiva os estudos marxistas do Tenente Prestes, e seu afã por construir um pais distinto serviu para fortalecer o debate político. Sua experiência política , sem dúvida alimenta o mito construido em torno à sua figura. Uma tentativa mais de construção de um Brasil hegemônico.

Lula e a criação do PT, Partido dos Trabalhadores

fotoAs associações de trabajadores da mesma ocupação, ou do mesma área da industria tem uma historia considerável, mas o sindicalismo como movimento generalizado é um processo do crescimento do trabalho assalariado.

Os primeiros sindicatos eram considerados como organizações subversivas e a repressão ao movimento sindical por parte do Estado era frequente (os primeiros sindicatos na França foram considerados ilegais até 1884, e na Alemanha até 1890). A situação de ilegalidade se associa muitas vezes, as formas turbulentas de protesto social.

Marx e Engels analisam com detalhes os sindicatos, em um período em que sofriam forte influência do radicalismo das primeiras lutas trabalhistas britânicas. Engels dedicou um capítulo a –A condição da classe trabalhadora na Inglaterra aos ( Movimentos dos trabalhadores das fábricas de algodão de Lancashire), e também analisou o sindicalismo entre mineiros do carvão. Marx conclue na Miséria da Filósofía, com uma evaluação entusiasta das lutas sindicais inglesas, e esta visão das associações especificas que implantavam “uma união crescente dos trabalhadores”, reiterada no Manifesto Comunista.

Primeiro os sindicatos eram um produto natural da industria capitalista; os trabalhadores eram obrigados a unir-se em defesa dos seus salários, em contra das reduções salariais e das máquinas que substituiam o trabalho humano.

Segundo, os sindicatos não eram –como pensava Proudhon, e mais tarde, Lassale– economicamente pouco eficiente: poderíam evitar que os empregadores reduzissem o preço da força de trabalho por baixo do seu valor. Mas não poderiam provocar aumentos de salários acima deste nível, mesmo quando seu poder defensivo era minado pela concentração do capital, e de suas repetitivas crises, como demonstrou Marx em Trabalho Assalariado e Capital.

En terceiro , a eficácia limitada da ação econômica defensiva exige aos trabajadores ir se organizando progressivamente em bases cada vez mais amplas ao nível de toda classe, a levantar reivindicações políticas em último análises em direção a luta da classe revolucionária.

Marx y Engels escreveram sobre a experiência sindical dos trabalhadores, e de suas ilusões. O sindicalismo é um tema recorrente em sua obra, e demonstra sua preocupação pelo o avance do capital. Marx também vai de encontro a formação de uma aristocracia operária. Analisou anarco-sindicalismo, o salário, os preços, e o lucro, os discute com frequência, mas o Estado dos Trabalhadores é uma ilusão do Partido Comunista, e um modelo que inspirou tanto o partido como os marxistas.

O sindicalismo revolucionário é uma expressão de origem francesa que indicava, habitualmente a teoria de Fernand Pelloutier (1867-1901), secretário da Federation des Bourses du Travail, e os príncipios da Confederation Genérale du Travail (CGT), depois da fusão com a Fedération em 1902. A doutrina do sindicalismo nunca foi muito explícita. Sua énfase se recai sobre a ação, e não sobre a teoría. Seus principais temas eram a iniciativa das bases, a importância da militância, e a derrubada do capitalismo, e do Estado pela organização e luta industrial.

Retomamos o sindicalismo revolucionário, e sua ligação com a prática sindical para mostrar a influência que tem também os partidos politicos no marco da luta dos trabalhadores.

No Brasil foram muitas as tentativas de implantação de um projeto diferente, todos foram implacavelmente massacrados pelo aparelho do Estado.
No ínicio do século XXI, já nos encontramos com um outro mundo que se foi a direita, por quase todos os lados. São fatores novos que nos levam a pensar que as lidereanças aprenderam muito bem com a repressão do estado, e que hoje ensinam ao mundo também que no Brasil do século XXI, ainda falta muito para construir um amanhã.

Muitos se questionam sobre as fortunas e as misérias que reinam no Brasil de hoje, e a grande dificuldade do povo para imaginar um pais difente. O povo brasileiro convive hoje com a violência, tráfico de droga, e um avanço do modelo econômico neoliberal, retrocedendo nos direitos civis, nas questões sociais, dando passo a uma pervesidade e barbarie incotrolável.

No entanto, podemos mencionar que vivemos na era das “novas elites”, que também se trasferiram às fabricas.

Em um país tão diverso regional e culturalmente, é difícil conhecer o interesse de um trabalhador em uma metalúrgica em São Paulo, e um cortador de cana do nordeste. Mas já entramos na fase de utilizar a lógica da sobrevivência para identificar nesta realidade os bons e os maus elementos. Hoje, tanto um como o outro, liberais e nao liberais honestos e corruptos, se assemelham aos marginais. E a diferença também não importa ao sistema. Pois no sistema não temos pecadores. Há somente diferenças de fortunas.

As contradições do sistema capitalista, se compõem das estratégias da globalização, implantada na 8° economia do mundo (Brasil), onde renascem as estatísticas escandalosas de miséria e pobreza.
Seguindo as receitas do FMI (Fundo Monetário Internacional), cumprindo como desejam os neoliberais, e enchendo os parques das grandes multinacionais, o Brasil cresce 3% ao ano independentemente da situação da grande maioria de seus habitantes. Nesse panorama de desgaste e avanço, surgiu um personagem com características de líder, sofrendo em carne própria a discriminação, e o estigma de haver nascido no nordeste do Brasil, Lula.

A imagem de um líder que dirigiu aos operários nas lutas sindicais, que defendeu os interesses da classe trabalhadora, que sofreu a violência e se fascinou com a causa operária. Criou um partido, e chegou a Presidência da República.

As bases desse personagem cresceram em São Paulo, e as circunstâncias históricas o insertaram na vida pública.

Luis Inácio “Lula” da Silva, aparece na Historia do Brasil nos anos 60, quando havia sido eleito 2° suplente da direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema em São Paulo, depois assumirá a Secretária do mesmo sindicato, e logo depois em 1975, será eleito presidente desta organização. Com 92% dos votos.

En 1979, 170 mil trabalhadores pararam a zona industrial de São Paulo, o ABCD (Santo André, São Bernardo e São Caetano e Diadema). A repressão policial esteve presente, e o movimento grevista não contava com representação no Congresso. Foi nesse momento que Lula pensou em formar um partido.
O PT (Partido dos Trabalhadores) nasceu no dia 10 de fevereiro de 1980, o Brasil atravessava por uma abertura política gradual comandada pelos militares que estavam no poder.

Do PT participam sindicalistas, intelectuais, políticos e representantes dos movimentos sociais, lideres religiosos e rurais. Em 1980, acontece uma nova greve dos metalúrgicos que provocou a intervenção do Estado, e a prisão de Lula e outros dirigentes sindicais com base na lei de segurança nacional. Lula esteve detido 31 dias.

Em 1983 Lula fundou a CUT (Central Única dos Trabalhadores). Foi eleito como deputado federal, e se tornou o deputado mais votado do país com 650.134. Três anos depois Lula deu inicio a sua aspiraçãao de ser Presidente da Republica.

Durante os 13 anos que seguiram Lula não concorreu a nenhum cargo eletivo. Assumiu a Presidência do partido. A elite brasileira ficou impressionada quando Lula conseguiu votos para disputar o 2ª turno das eleições em 1989. Lula perdeu.
Em 1994, 1998 Lula teve que encarar outra eleição, e outra derrota a FHC (Fernando Henrique Cardoso). Ao contrário dela primeira, Lula não pôde chegar ao segundo turno. Tinha no seu contra, o fantasma do preconceito de naã haver passado do ensino primário. E FHC, era doutor em sociología.

Em 2002, foi a última vez. Para apagar a imagem de desacreditado, Lula e o PT adotaram posturas que em pouco ou quase nada recordava o radicalismo da década de 80. Lula foi eleito com 52.792.865 votos.
A campanha de Lula consumiu 35 milhões de reais. Este dinheiro foi empregado na infra-estrutura de apoio, que continha carros blindados, guardas-costas, profissionais de peso como o publicista Duda Mendonça, o jornalista Ricardo Kotscho, o cineasta Paulo Caldas, e o cientista político André Singer entre outros. Lula tinha 57 anos quando realizou o seu sonho, e o da grande maioria do povo brasileiro.

Eleito através de uma ampla aliança política na qual encontravam partidos tradicionalmente reacionários como o PL (Partido Liberal), PMN (Partido do Movimento Nacional), e os partidos de esquerda PCB (Partido Comunista Brasileiro), e o PC do B (Partido Comunista do Brasil). O discurso político do PT, tinha como base o resgate das dívidas socias que tanto exigiam o país.

Nos três primeiros anos do governo de Lula, o povo conheceu melhorias salariais, emprego e certa estabilidade econômica. Mas não conseguiu terminar com a pobreza nem com a desigualdade social. Os projetos sociais que se vinculam ao PT como os trabalhadores puderam ser aplicados com grande precisão mas as estruturas do sistema, as leis, e o poder econômico das classes dominantes seguem intactas.

O governo de Lula, e sua filosofia social, se distancia categoricamente daquele sindicalismo radical, que germinou nas ruas de São Paulo.

E muito bom recordar a admiração e o respeito por parte dos brasileiro à figura de um homem que mudou a história dos trabalhadores brasileiros, demostrando que apesar do estigma, pode dar um novo e real panorama a tradicional politica brasileira.

De norte ao sul do país o povo segue esperando mudanças estruturais, mas certamente a espera seguirá por mais algum tempo até que apareca uma outra figura tão forte quanto Lula.

Infelizmente os escândalos de corrupção dentro do Partido dos Trabalhadores, e as estratégias do governo por solucionar-los, distanciando-se de tal escândalos tem sido o prato de cada dia. Mas o povo segue confiando que se nao é o melhor presidente que teve o Brasil, certamente é o que conseguiu ultrapasar as fronteiras da aristocracia, edas elites poderosas.

A eleição de Lula nos serve para refletir sobre as inúmeras injustiças cometidas com o povo, e a eterna burguesia ocupando o poder desde dos primordios da historia do Brasil. Para o Brasil a experiência de ter um presidente trabalhador, nordestino e analfabeto mostra que a história tem uma dinâmica flexível, e dependem da somente da inteligência de alguns dirigentes para serem captadas. Por detrás do governo de Lula, há trabalho, luta e suor, e um processo histórico que seguramente alimentará às novas gerações em busca de novos políticos e renovadoras práticas sociais.

Como enfatizou Marx e Engels é possível experiementar as mudanças sociais e o seu sucesso só dependem de um desejo homógeneo, ou de uma classe social homógenea. O sindicalismo se enquadra nas lutas de classes, e Lula assim o comprova. Temos certeza que os trabalhadores podem chegar ao poder, mas com consciência e objetivos de classe. De outra forma, não seria possível . E a experiência brasileira o demonstra .O governo de Lula embutido de alianças progressitas contaminadas ideologicamente só refletem a busca do poder circunstancial e o populismo reformista.

Mas o Brasil espera, afinal de contas a esperança é a última que morre.

Conclusiones

Antonio Conselheiro, Luiz Carlos Prestes, e Lula são representantes das mudanças sociais de diferentes epócas da historia do Brasil, que deram passos para o surgimento de novos movimentos sociais, também são ícones, mitos criados na busca de uma realidad que se constroe a base de uma esperança permanente que nebulosamente faz parte do imaginário do povo.

A preocupação pelos aspectos ideologicos, e a tentativa comparativa com os conceitos marxistas pode até parecer uma pretensiosa, mas no fundo no fundo carregam o desejo pelas mudanças revolucionárias, tao profundamente estudadas por Marx.

Depois de mais de cem anos de sua morte sabemos que a essência do seu pensamento segue vivo, e funciona como estimulante para o pensamento atual.

O conhecimento de Marx ou parte dele é materia indispensable para aqueles que se dedicam a ciências sociais, ou de alguma forma participam da vida política e dos movimentos populares. Não deixa de ser interessante e importante as referências de sua doutrina. Quando pensamos na possilidade de rupturas sociais dentro de um sistema fechado e acabado, nos custa assumir que no transcurso dos últimos anos os novos processos sociais só podem produzir-se graças as críticas que fazemos de nos mesmos.

As concepçõs marxistas aqui recordadas tiveram somente o ingênuo propósito de enriquecer um universo que nos permita questionar um fanático reliogioso, um revolucionário , e um analfabeto com caracteristicas tão especiais que puderam interpretar o mundo e suas particulares realidades.

Ter consciência de quem somos, também é um conceito de classe, ou de consciência de classe. Segundo Marx é como distinguimos entre a teória e a situação objetiva de uma classe e a consciência subjetiva desta situação, isto é, condição de classe, e a consciência de classe. Nesse sentido restrito, as diferenças sociais só assumem forma de “classe” na sociedade capitalista, por que só nesta sociedade é que o fato de pretencer a uma calsse sociasl é determindo apenas pela propriedade (o controle) dos meios de produção, ou pela exlcusão desta propriedade a este controle. Sendo assim, a burquesia e os trabalhadores dentro desta sociedade , ou de um sistema de relações sociais, seguem inalteradas caso nao tenha uma mudança radical no processo de produção.

Poderíamos relacionar este fato à sociedade brasileira atual, na qual os processos de produção seguem assumindo caráter capitlista, no qual os interesses de classes geram um modo de vida, e uma comunidade organizada incapaz de penetrar no poder e na destruição da classe.

Desta forma mais que qualificar o governo do Lula, ou identificar-lo com os interesses de uma classe social, há que ver como parte de um sistema que cria, e destroe a seus mitos de acôrdo aos embates de sua dinâmica, De qualquer maneira, não queremos ingorar o trabalho realizado pelos trabalhdores brasileiros, e os movimentos sociais criados, mas sim, pensar que o adequar políticas, e posiconar-las para os desenvolvimentos de um sistema determinista, é produzir consciências, culturas, e invocar em nome da produção dos mecanismos de transformação o que os convém.

Uma transformação trará seguramente novas retóricas, e novos sujeitos, graduados na miséria particular de suas realidades, mas seguramente definiram seus caminhos em busca de novos lugares, evocando os valores do meio criado, e de lugares inexistentes.

As instituções, os sujeitos sociais, os processos políticos e a capacidade de transofrmação são parte da obra de Karl Marx, certamente seus conceitos refetlem o “feitichismo”desta sociedade. E nada melhor que ele para concluir: “..esta aparência das relações entre as mercadorias existe como uma relacao entreuma coisaque não é falsa. Ela existe, mas oculta a relação entre os produtores: as relações ligam o trabalho de um individuo com o trabalho dos outrose aparecem não como o que realmente são: relações materiais entre pessoas e relações entre coisas….”.

Marx prever corretamente a tendência geral das sociedades capitalistas, no sentido do desenvolvimentos industrial, e de seus capitais ou de uma maior concentração deste, inclusive pode falar da organização estatal como forma de manter a ordem na sociedade contemporânea. A expansão desta máquina intervencionita pode ser vista como invevitável. Ou seja os efeitos extensivos crescentes de mudanças no seio do sistema terão de ser cuidadosamente manejados.

O Estado tem que financiar a si mesmo através de tributações e empréstimos, para financiar o mercado capital, e evitar de todos modos que haja interferências que ameacem o desenvolvimento do sistema econômico. As consequências políticias que nascem destas situações são interpretadas de diferentes modos, aqui só foi possível recordar alguns fatos “possiveis”, ou que em outrora puderam modificar a contigência nacional.

Bibliografía

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* * Socióloga brasileña, magister en Historia; reside en Santiago de Chile.

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