Nov 20 2006
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Economía

Maldades y venturas- – EN EL FÚTBOL CASI TANTO COMO EN LA POLÍTICA

Aparecida en la revista Piel de Leopardo, integrada a este portal.

Alcance de nombres. Juegan fútbol y se llaman Carlos. Uno es Carlos Tévez, Carlos Alberto (izq.) el otro. Carlos Tévez llegó al final de su contrato con el club Corinthians de Brasil y partió a jugar a Europa. A Carlos Alberto se lo considera uno de los mejores pagos de Brasil (180 mil reales mensuales). Y

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– Un año atrás abandonó al equipo por un “problema personal” que la prensa nunca divulgó;
– a su regreso se peleó públicamente con Tevez (en dos oportunidades) y luego con Mascherano;
– cuando los argentinos emigraron, los llamó, entre otras tantas cosas, de “ingratos”;
– discutió con el técnico, con el presidente del club y fue separado del plantel;
– hace pocas semanas fue multado por abandonar los entrenamientos y haber viajado a Londres sin autorización del club.

Lo cierto es que el Carlitos argentino fue “aniquilado” por su ida al West Ham, mientras que el Carlitos brasileño solo es mencionado en este espacio.

Reyecías. En su autobiografía Diego Maradona reconoce la trayectoria de Pelé al señalar que “como jugador fue lo máximo”. A eso le suma una foto juntos y abrazados.

En la autobiografía publicada recientemente por Pelé, no hay una sola foto de Maradona (apenas una mención insignificante) y sí un agradecimiento especial por el lanzamiento de su libro, a la FIFA y a Joseph Blatter.

ADEUS CARLITOS

No todo está perdido. Más allá de bien y del mal, Sócrates opinó sobre Carlos Tévez, la maravilla que emigró.

fotoDurante alguns meses, criou-se uma lenda até com certa razão e com auxílio do criador de que ele era infalível e que suas apresentações deveriam espelhar algo extraordinário. A presença imponente destacava-se sobre a imensidão e a sua confiança e conduta reforçavam todas as teses de sua tremenda capacitação. Da altura de um Davi, porém, ele se transformava ao ter de enfrentar os inúmeros Golias que se lhe apresentavam, tornando-os meros coadjuvantes.

Fabuloso, realizava façanhas que poucos tinham visto. Em torno dele os espaços tornavam-se maiúsculos e lhe propiciavam grandes e oportunas ações. Grandioso entre seus pares desfilava como um Midas a dourar quaisquer objetos e embelezava as molduras esportivas. Poderoso, jamais se permitia um gesto de insegurança e transmitia uma carismática e engenhosa postura. Portentoso, chegou a reforçar a tese de que o impossível sempre acontece.

Prodigioso, vestiu-se de rei e se pôs a representar um plebeu que em um golpe se fez servo de Deus e com ele se associou para pintar de metáforas as cores da vida. Excelente foi e espetaculares desempenhos apresentou, salvando a pátria em tantas ocasiões, rimou perfeito com eleito e uma unanimidade se instalou à sua volta. Até mesmo o dramaturgo Nelson Rodrigues aceitaria a idéia de que ela, a unanimidade, aqui não poderia ser burra. Genial e pouco genioso, calma e pacientemente se colocou onde pretendia, tornando-se responsável temporariamente pelo bem-estar da nação. Formidável atleta destacava-se entre tantos por seu trabalho, sua conduta altiva e sua postura especial.

Sem exagero diria que, historicamente, jamais havia presenciado tamanho fervor por um estrangeiro nesta terra adubada de estrelas nativas.

Seus pés preciosos como por necessidade utilizavam discretos calçados para preservar a lisura e a ternura que estavam eternamente estampadas em sua expressão mais conhecida, ainda que transfigurada por um acidente, como se fossem extensões definitivas e sem rasuras de sua alma. Este estado de bem-estar e de satisfação prolongou-se por um longo tempo, quase eternizando sua relação com o público, nem sempre fiel.

Lembro-me de vários episódios, ainda latentes em minha mente e até por culpa de uma proximidade inescapável, ocorridos nos inesquecíveis jogos em que empurrou a sua equipe a conquistar o Campeonato Brasileiro do ano passado. Em particular nas cobranças de pênalti, situação em que o grande líder é instado a comparecer sem contestação, que, invariavelmente, eram acompanhadas de expressões de absoluta confiança por seus seguidores.

Nesse momento único de um espetáculo de futebol, que normalmente tem vocação coletiva, em que a ação individual é definitivamente a responsável pelo resultado, conseguiu vários feitos extraordinários no conteúdo e principalmente por terem acontecido em ocasiões especiais. Destacava-se pela gana e vontade quando desfilava pelos gramados como que a presentear a tudo e a todos, principalmente a sua torcida, que sempre declara amor aos que dessa forma se comportam. Eis, porém, que surgiu um inimigo mortal que imediatamente passou a incomodá-lo com suas opiniões e atitudes, e nosso herói se deixou abater, passando seriamente a pensar em se afastar daquele meio e principalmente daquela situação.

O período de mais de um ano em que chegou a fazer milagres, como se fosse algo tão normal para ele e que durante o qual foi visto e tratado quase como uma divindade, pouco valeu para a dramática decisão. Podemos dizer que, infelizmente, ele reagiu da forma mais humana possível, pois nem todos conseguem conviver com a arrogância e a prepotência sem que de alguma forma se sintam impelidos a reagir veementemente. Particularmente, quem durante todo esse processo sofreu com as pressões dos que os acompanhavam e que jamais fugiu da responsabilidade.

Aqui entra a questão do mérito que deve incontestavelmente servir como referência para qualquer decisão a ser tomada por qualquer comandante. Quando ele não se faz presente, provoca uma onda de insatisfação em seus subordinados difícil de ser contida.

E o nosso herói, até porque possui uma independência que seus companheiros ainda não adquiriram, resolveu abandonar o barco que já se mostra à deriva há algum tempo, e que provavelmente enfrentará ainda grandes tempestades, e voltou para o útero que sempre o protegeu. A sua postura talvez não venha a ser entendida, mas pode e deve ser respeitada. Adeus, Tevez.

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(En la revista brasileña Carta Capital. Sócrates (izq), histórico jugador de la selección brasileña, es considerado uno de los máximos ídolos del Corinthians).

Tévez, un caso. Llegó a San Pablo como para ser crucificado: argentino, con el salario más alto de la historia del fútbol brasileño, y con la “10” del club más popular de la ciudad rica.

– Ganó fama en Brasil, pero nunca pisó un estudio de televisión, no apareció en revistas del corazón ni fue visto en la noche paulista.

– Gracias a la presencia de Tévez, el Campeonato Brasileño 2005 tuvo el mejor promedio de público de la década (la hinchada de Corinthians fue la mas seguidora).

Además:
– Fue Botín de Plata y de Oro (mejor jugador del 2005).

– Obtuvo los puntajes más altos otorgados por la revista brasileña Placar.

– En 2005 convirtió 31 goles en 54 partidos, y en 2006, lleva 15 goles en 23 partidos.

– Con Tevez en campo, Corinthians ganó el 71,3 % de los puntos que disputó.

– La camiseta brasileña más vendida en San Pablo es la que transpira un argentino.

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FÚTBIOL FEMENINO

En el primer Mundial Sub 20 femenino, Suramérica contó con el mínimo de plazas al igual que África –solamente dos–; entre los 15 árbitros participantes, se designó a una sola suramericana. Y para conformar el Grupo de Estudios Técnico de la FIFA (GET), que analiza las nuevas tendencias del fútbol femenino durante el Mundial de Rusia 2006, se llamó a ocho personalidades. Ninguna presencia latinoamericana.

Reina de verdad. El próximo 18 de diciembre, en Zurich, la brasileña Marta tiene chances de ser elegida como la mejor futbolista del mundo, un premio que según los especialistas también mereció ganarlo en los años 2004 y 2005

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* Futebol e debate es la bitácora del periodista Diego Graziano, argentino radicado en Brasil. Se accede a ella aquí.

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