Nov 28 2005
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Política

SOU, PARA QUEM NO LO SEPA…

Aparecida en la revista Piel de Leopardo, integrada a este portal.

Nasci com a primeira Revolta. Insubmissa, desgrenhada, irreverente e bela, construí-me a mim mesma. Desde as entranhas do meu corpo partiu a primeira blasfémia contra o opressor. Neguei me a ser submetida, dirigida e apadrinhada.

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Transformei-me em apóstata, e logo me acusaram de herege. Fui logo ali condenada, mas as minhas asas de fénix levaram-me para longe das fogueiras e cadafalsos.

Acabei por atravessar oceanos e continentes. No caminho encontrei servid√Ķes, fome, jugo e parlamentos. Ouvi poucas desculpas e mil lamentos. Experimentei o desespero.

Cavei fundo uma trincheira onde me barriquei com sonhos, crian√ßas loucas e poetas n√°ufragos. Atravessei Espanha por volta de 1936. Parei, olhei √† esquerda, depois √† direita e vi caras sujas em limpos uniformes salpicados com o sangue dos povos em nome da ¬ęjusti√ßa¬Ľ, da dial√©ctica e de outras quinta-ess√™ncias.

Deu-me raiva ver aquela cena, e desde a√≠ ‚Äďconfesso‚Äď nunca deixei de imprecar contra os tronos, invetivar os governos, tro√ßar das p√°trias, e sofrer com a dor do mundo.

Habito agora a humanidade inteira, jovial, livre e rebelde. Não me resigno nem rezo, e aqui deixo, para quem me quiser encontrar, a minha residência permanente: vivo lá aonde se resiste às tiranias, aos pequenos e grandes poderes, e a toda a autoridade ilegítima.

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Nac√≠ con la primera revuelta insumisa, inquieta, desgre√Īada. Me constru√≠ a mi misma desnuda, bella, irreverente. Desde mis huesos inermes parti√≥ la primera blasfemia hacia el creador…

Me negu√© a ser sometida, dirigida, apadrinada. Me transform√© en ap√≥stata fui acusada de irreligi√≥n. Fui condenada, pero mis alas eran de f√©nix, y en raudo vuelo abandon√© las hogueras y atraves√© los oc√©anos…

Vi yugos por dondequiera, calambres y hambre, parlamentos y lamentos, aprend√≠ la desesperaci√≥n. Cav√© con las u√Īas una trinchera de sue√Īos y me embriagu√© con esa pandilla de ni√Īos locos, poetas n√°ufragos all√° en Espa√Īa del treinta y seis…

Mir√© a la izquierda, mir√© a la derecha y vi rostros sucios ocultos tras limpios uniformes vertiendo la sangre de los pueblos en nombre de la justicia, la dial√©ctica y otras empalagosas quintaesencias…

Y tomé la rabia Y la afilé y lancé truenos contra los tronos, enemiga de los gobiernos, enemiga de las patrias, enemiga del dolor. Abrazo al mundo, vivo y no ruego, amo y resisto sus tiranías.

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* Soy la anarquía. En: http://listas.nodo50.org/cgi bin/mailman/listinfo/urtica

Urtica@listas.nodo50.org

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