Dic 3 2006
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Opinión

ADMINISTRANDO O TEMPO, ADMINISTRANDO A VIDA

Aparecida en la revista Piel de Leopardo, integrada a este portal.

Enquanto você não se der valor, não valorizará seu tempo.
Enquanto n√£o der valor ao tempo, n√£o far√° nada de importante.


M. Scott Peck

O tempo √© o mais democr√°tico dos recursos. Pouco importa sua idade, escolaridade ou condi√ß√£o s√≥cio-econ√īmica. Todos n√≥s dispomos de 24 horas di√°rias e a forma como as utilizamos justifica nossos resultados e nos diferencia.

Temos a sensa√ß√£o constante de que o tempo acelerou. Os dias parecem mais breves. Quando se v√™, mais um m√™s se passou. E diante da rotina, das atividades meramente operacionais a que nos entregamos, a ang√ļstia e a frustra√ß√£o podem nos visitar.

Por isso, é fundamental tomar consciência de que administrar o tempo é administrar a própria vida.

Diante disso, proponho que voc√™ redija uma Constitui√ß√£o Pessoal, ou seja, uma esp√©cie de carta identit√°ria capaz de nortear seu caminho. Para tanto, identifique os valores que governam sua vida. Pode ser desde amor e generosidade, at√© sucesso e riqueza material. O universo de valores √© amplo e solicita um consciencioso exerc√≠cio de reflex√£o. Em seguida, coloque-os em ordem de prioridade. √Č o momento de se fazer escolhas e descobrir o que √© mais relevante em seu julgamento.

Depois, voc√™ dever√° unir raz√£o e emo√ß√£o, cabe√ßa e cora√ß√£o, escrevendo um pequeno par√°grafo para cada um destes valores. Por fim, leia esta sua pequena lista com freq√ľ√™ncia e tome suas decis√Ķes com base nela.

Peter Drucker, em seu livro, The Effective Executive in Action , sentencia que gerenciar o tempo √© a base da efic√°cia. E o guru desafia voc√™ a responder a algumas quest√Ķes:

1. O que eu estou fazendo que n√£o precisa ser feito?
2. O que eu estou fazendo que poderia ser feito por outra pessoa?
3. O que eu estou fazendo que só eu posso fazer?
4. O que eu deveria fazer que n√£o estou fazendo?

Suas respostas, com olhos atentos na Constituição Pessoal, com certeza lhe sinalizarão a necessidade de delegar atividades, de retomar o foco em suas metas pessoais ou de corrigir rotas.

Um dos instrumentos mais difundidos em termos de gest√£o do tempo √© a chamada matriz desenvolvida por Covey que divide as tarefas a partir de sua urg√™ncia e import√Ęncia.

O primeiro quadrante re√ļne atividades urgentes e importantes. Trata-se de reuni√Ķes, atividades com prazos definidos e eventuais crises. Estas tarefas devem ser feitas de imediato e da melhor forma poss√≠vel.

O segundo quadrante engloba as atividades importantes, porém não urgentes. São tarefas que demandam planejamento, envolvem aprendizado e criatividade e que podem trazer consigo grandes oportunidades. Todavia, quando procrastinadas, ou seja, recorrentemente adiadas, são promovidas ao quadrante anterior, exigindo urgência em seu tratamento.

No terceiro quadrante residem as atividades que correspondem aos maiores desperdi√ßadores de tempo. S√£o as tarefas urgentes, mas n√£o importantes, como telefonemas, relat√≥rios, correspond√™ncias e at√© interrup√ß√Ķes. Livre-se delas com rapidez, pois n√£o contribuem com suas metas.

Finalmente, o √ļltimo quadrante da matriz de gerenciamento do tempo cont√©m atividades que n√£o s√£o importantes e tamb√©m n√£o s√£o urgentes. Trata-se de trabalho irrelevante, telefonemas in√ļteis, situa√ß√Ķes alienantes, apego a detalhes. Enfim, pura perda de tempo. Aqui nada se produz.

E então, como você tem distribuído suas tarefas?

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foto
Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP, é empresário, consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp (www.tomcoelho.com.br)

www.tomcoelho.com.br .

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