Dic 11 2006
412 lecturas

Política

Brasil: – PREMIO ESTATAL DE DDHH Y GALARDÓN PERIODÍSTICO.

Aparecida en la revista Piel de Leopardo, integrada a este portal.

Está tudo pronto para a cerimônia de entrega do XII Prêmio Estadual de Direitos Humanos e do X Prêmio Jornalístico da REDH-RN, que acontecerá em Natal segunda-feira 11 de dezembro

O Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (CDHMP) e a Rede Estadual de Direitos Humanos do Rio Grande do Norte (REDH-RN), no Nordeste do Brasil, realizarão no próximo dia 11 de dezembro, às 13 hs. na Câmara Municipal de Natal, a solenidade de entrega do XII Prêmio Estadual de Direitos Humanos Emmanuel Bezerra dos Santos e o X Prêmio Jornalístico de Direitos Humanos. O evento, na forma de uma Sessão Especial da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Natal, marcará também as comemorações do Dia Municipal dos Direitos Humanos, data esta que homenageia o CDHMP no dia de sua fundação.

A duodécima edição do Prêmio Estadual de Direitos Humanos será entregue à militante Heronilza Ferreira do Nascimento, Niza, em memória, lembrando a sua vida dedicada inteiramente à promoção dos Direitos Humanos através da educação e o grande exemplo de ser humano, solidário e generoso, que foi até o último momento da sua existência. O evento inteiro será uma homenagem especial a esta valorosa ativista dos Direitos Humanos e da Cidadania que escolheu a promoção da vida e da dignidade do ser humano como projeto de sua curta, mas intensa trajetória.

O X Prêmio Jornalístico, em compensação, será entregue ao jornalista Eugênio Parcelle da Silva, um histórico militante norte-riograndense comprometido com a difusão dos Direitos Humanos nos meios de comunicação.

O Prêmio Estadual de Direitos Humanos foi criado em 1994, em homenagem ao militante e ex-desaparecido político Emmanuel Bezerra dos Santos , e tem o objetivo de agraciar pessoas ou entidades comprometidas com os Direitos Humanos, as liberdades democráticas e a defesa da vida. O Prêmio Jornalístico foi criado em 1997 para homenagear os jornalistas identificados com a causa da promoção dos Direitos Humanos e a Cidadania.

Para encerrar as homenagens aos premiados, será realizada uma confraternização em forma de festa cultural que acontecerá às 18 hs. no bar e restaurante Bardallos, na Rua Gonçalves Ledo, Cidade Alta, que contará com a presença especial de amigos, amigas e familiares de militante Niza e contará com uma grande e animada programação artístico-cultural, com destaque para uma exposição de multimídia do artista plástico Venâncio Pinheiro.

Entrevista Eugênio Parcelle da Silva

–Os olhássemos para as crianças com drogas, mas vestidas e sujas como olhamos para os nossos filhos, a situação seria diferente?

Antonino Condorelli*

–O que representa a obtenção do X Prêmio Jornalístico de Direitos Humanos para a sua carreira e para a Companhia Terramar?

–Foi uma grata surpresa. Cada vez mais valorizamos os presentes da terra e, vindo de pessoas comprometidas como as que fazem os direitos humanos neste Estado, ganha um significado maior. Só temos a agradecer.

–Na sua opinião, de que forma que a questão dos direitos da criança e do adolescente possa entrar no processo de construção de uma rede de direitos humanos que atinja o Rio Grande do Norte como um todo, um projeto no qual o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular está trabalhando há anos?

–O espaço da escola é fundamental para este tipo de ação. A mobilização deve acontecer envolvendo todos os atores sociais que circulam e estão no entorno, como diretores, educadores e a família. Para isso, tem que se desenvolver estratégias de comunicação. Trabalhar com o lúdico, possibilitando um conteúdo significativo. Aprender cidadania passa pelo conhecimento sobre os direitos humanos.

–Recentemente, a Rede Estadual de Direitos Humanos do Rio Grande do Norte começou a trabalhar no combate ao turismo sexual com crianças e adolescentes através do Observatório do Turismo Sexual Infanto-Juvenil Italiano no Brasil , uma plataforma digital de socialização de informações sobre o fenômeno realizada em parcerias com entidades do Ceará e de Pernambuco, com o intuito de mostrar todos os aspectos envolvidos nesta temática.

“Na sua opinião, a representação que a mídia faz do turismo sexual da conta da real complexidade do fenômeno? Ele é conhecido pela opinião pública de forma correta?

–Com certeza não. A abordagem geralmente é imediatista e amiúde sensacionalista. Precisamos trabalhar mais pedagogicamente os jornalistas e também os especialistas que, normalmente, não sabem como receber o jornalista. É da parceria entre estes dois universos que surgem matérias significativas. É bom lembrar também da agenda setting , que em linhas gerais representa a capacidade de pautar a mídia, visando contribuir na construção de políticas públicas.

–Qual a sua avaliação das políticas de enfrentamento ao turismo sexual infato-juvenil da Prefeitura de Natal e do Governo do Estado do Rio Grande do Norte?

–Sinto falta da opinião e participação das garotas de programas e outros atores. Normalmente ficam os técnicos que vivem em gabinetes discutindo o futuro de centenas de pessoas que têm opiniões e desejos. Um fato que me incomoda, por exemplo, é que muitas meninas ganham dinheiro com isso, inclusive são motivadas pela família.

“Precisamos dar oportunidades de fato para que estas meninas realmente tenham um futuro diferente. Hoje há muita conversa, muita reunião e não se resolve nada. Quando incorporarmos elas no debate, acho que a situação vai mudar”.

–Quais são os principais problemas enfrentadas hoje pela infância e a juventude das camadas sociais mais desfavorecidas do Rio Grande do Norte? Quais os principais obstáculos ao pleno acesso à cidadania?

–Os maiores problemas vêm de uma cultura que está impregnada na sociedade. Poucos observam o trabalho infantil nas feiras livres ou na praia de Ponta Negra, só para dar um exemplo. Na verdade, nos incomoda a imagem de crianças com drogas, mal vestidas e sujas. Não o percebemos como um problema nosso.

“Se olhássemos para elas como olhamos para nossos filhos a situação seria diferente. Precisamos aprender, conhecer para pressionar e mudar os Conselhos de Direitos, os conselhos tutelares, o Judiciário… Conhecer os direitos humanos, para mim, é a base para todo o resto.

——————————-

*(Jornalista, presidente da Associação Companhia Terramar, laureado com o X Prêmio Jornalístico de Direitos Humanos da REDH-RN)

En el periódico Tecido Social. Jornal Eletrônico da Rede Estadual de Direitos Humanos,

tecidosocial@dhnet.org.br.

X

Envíe a un amigo

Su nombre (requerido)

Su Email (requerido)

Amigo(requerido)

Mensaje

Añadir comentario