Sep 4 2013
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Opinión

Luther King tinha um sonho… Obama tem um drone

Muita gente em todas as partes do mundo se iludia com a eleição de Obama em 2008. Também pudera: depois dos anos tenebrosos com Bush, qualquer coisa seria um alívio. Obama então apresentou um cardápio sedutor de promessas que, sabia-se, eram inaplicáveis para o establishment norte-americano. E ele logo se revelou uma farsa.

A cada dia se conhece com melhores detalhes a espionagem que os EUA promovem no Brasil e em outros pa√≠ses. Uma a√ß√£o que agride as soberanias das na√ß√Ķes e que tem antes estrat√©gicos interesses comerciais e econ√īmicos que qualquer preocupa√ß√£o com a seguran√ßa contra o terrorismo.

E a cada dia fica mais notável o quão abjeto é o papel desempenhado por Obama, somente equiparável àquele desempenhado pelos poderosos mais abomináveis da história humana.

Obama √© prova do desvirtuamento do Pr√™mio Nobel da Paz. Ele √© o Senhor das Guerras. O senhor de todas as guerras; o promotor das guerras que destroem na√ß√Ķes, culturas, vidas e futuro. Guerras feitas em nome do dom√≠nio e da expans√£o do poder imperial dos EUA no mundo, mas cinicamente batizadas de ‚Äúhumanit√°rias‚ÄĚ. A espionagem √© a dimens√£o cibern√©tica da guerra total que Obama promove.

A entrega do Nobel da Paz a ele é desmoralizante, feita para legitimar sua condição de gendarme do mundo. A concessão desse título não deixa de ser uma espécie de condecoração do crime. Com estilo e glamour.

Como observa o fil√≥sofo norte-americano Cornel West, ‚Äúos legados de Luther King e Obama s√£o o oposto. Um √© sigilo, falsidade e drones. O outro, sonhos, verdade e justi√ßa. Luther King disse ‚ÄėI have a dream‚Äô [Eu tenho um sonho], enquanto Obama diz ‚ÄėI have a drone‚Äô [Eu tenho um drone]‚ÄĚ [Entrevista FSP, 24/08/2013].

Obama comete crimes de guerra com a pr√°tica terrorista de disparar drones [avi√Ķes n√£o tripulados, carregados de armamento e guiados por controle remoto] contra adultos e crian√ßas inocentes por ele consideradas ‚Äúterroristas‚ÄĚ.

Do alto da arrog√Ęncia imperial, diz que preside a ‚Äúdemocracia mais antiga do mundo ocidental‚ÄĚ [sic] e, por isso, se arvora o direito de guardi√£o da democracia mundial que pode atacar covardemente qualquer pa√≠s, mesmo com a reprova√ß√£o da ONU e da popula√ß√£o mundial. A S√≠ria √© a aventura da hora.

Muita gente em todas as partes do mundo se iludia com a eleição de Obama em 2008. Também pudera: depois dos anos tenebrosos com Bush, qualquer coisa seria um alívio. Obama então apresentou um cardápio sedutor de promessas que, sabia-se, eram inaplicáveis para o establishment norte-americano.

Ele logo se revelou uma farsa. Uma farsa que, considerada a dimens√£o imperial do poder que exerce, transforma o mundo e a vida humana numa trag√©dia. Como no teatro do absurdo, Hollywood [a ind√ļstria estadunidense da hegemonia ideol√≥gica] deu o Oscar para o filme ‚ÄúArgo‚ÄĚ, que √© uma apologia do hero√≠smo belicista norte-americano [o bem] contra o ‚Äúisl√£‚ÄĚ [o mal]. Glamour e simbologia abundaram: a primeira-dama Michele Obama anunciou a premia√ß√£o diretamente da Casa Branca.

Obama tem o comportamento de um criminoso de guerra t√£o cruel, tir√Ęnico e terrorista quanto os ditadores e terroristas que diz combater. Qual a diferen√ßa entre as mortes de pessoas inocentes provocadas por ele daquelas provocadas pela Al Qaeda?

Os EUA, como a ‚Äúdemocracia mais antiga do mundo ocidental‚ÄĚ t√™m um sistema judicial pr√≥prio ‚Äď Guant√°namo ‚Äď para empregar contra os inimigos. Eles, entretanto, n√£o se submetem √†s leis, tratados e normas internacionais, e recha√ßam o Tribunal Penal Internacional, para n√£o terem suas barbaridades julgadas e condenadas.

Se os EUA aplicassem para si os mesmos princípios que adotam para os inimigos que cometem os mesmos crimes terroristas, seu Presidente e muitas autoridades do governo estariam purgando no inferno de Guantánamo.

Obama é um tipo de personagem que consegue a proeza de justificar o totalitarismo e o terrorismo de Estado em nome da democracia. Ele hoje não faz nenhuma questão de ostentar a falsa aparência política liberal da primeira campanha eleitoral. Assumiu de corpo, alma, consciência e voz, a face mais dura e dramática que o império e seu déspota na titularidade do cargo podem assumir.

*Analista político.
Big Brother nos espía a todos… y tan contentos

Carlos Enrique Bayo*

Si alarmante es descubrir que los dos grandes hermanos del espionaje mundial (Washington y Londres) est√°n vigilando indiscriminadamente a los dos mil millones de usuarios de internet y redes m√≥viles, empezando por los m√°s altos dirigentes de sus propios aliados, a√ļn m√°s preocupante es comprobar que nuestros gobernantes aceptan sumisamente esa vigilancia masiva de las potencias angl√≥fonas.

El propio exagente de la CIA Edward Snowden ‚Äďrefugiado en Rusia tras revelar la magnitud del 1984 de la National Security Agency (NSA)‚Äď afirm√≥ a The Guardian que ‚Äúellos [los esp√≠as del GCHQ brit√°nico] son peores que los de EEUU‚ÄĚ.

Ciertamente, el operativo de la Government Communications Headquarters (GCHQ, la m√°s desconocida de las tres agencias de inteligencia brit√°nicas, pues s√≥lo se hablaba hasta ahora de MI5 o MI6) ha sido tan fara√≥nico que ha superado ampliamente el despliegue de la NSA, pese a que esta √ļltima cuenta en su cuartel general de Fort Meade (Maryland) con m√°s de 50 edificios en los que trabajan decenas de miles de agentes. A finales del a√Īo pasado, el programa brit√°nico de nombre en clave ‚ÄúTempora‚ÄĚ, radicado en Bude (Cornwall), estaba registrando 600 millones de comunicaciones al d√≠a, tras pinchar m√°s de 200 cables internacionales de fibra √≥ptica, de los que era capaz de procesar informaci√≥n de 46 simult√°neamente.

Aunque comparte su informaci√≥n con la NSA, en funci√≥n de la ‚Äúrelaci√≥n especial‚ÄĚ entre Londres y Washington, lo cierto es que la GCHQ se ha transformado en la verdadera superpotencia del espionaje inform√°tico mundial; en lo que Snowden defini√≥ como ‚Äúel mayor programa de vigilancia de la historia de la humanidad‚ÄĚ.

Por tanto, que Londres tenga controladas todas las comunicaciones de Espa√Īa, tras pinchar la GCHQ el cable submarino FLAG Europe-Asia (FEA) que conecta nuestro pa√≠s con Oriente Medio y Asia (entrando por Estepona tras pasar junto a Gibraltar), como ha podido verificar P√ļblico de diversas fuentes, no deber√≠a sorprendernos. Ahora bien, al menos deber√≠a haber provocado una protesta formal del Ministerio de Exteriores, que tan belicoso se muestra frente a otras actividades en aguas gibraltare√Īas que comprometen mucho menos la seguridad nacional de nuestro pa√≠s.

Porque no cabe duda de que el servicio secreto brit√°nico est√° espiando las comunicaciones que, por ejemplo, mantiene Margallo con sus embajadores en zonas sensibles del planeta. Al fin y al cabo, en la respuesta de William Hague a la demanda de explicaciones de la comisaria de Justicia de la UE, Viviane Reding, el secretario del Foreign Office argument√≥ que Londres efectuaba dicho espionaje por razones de seguridad nacional. Y ¬Ņacaso no afecta a la seguridad nacional del Reino Unido todo lo relativo al conflicto con Espa√Īa a causa de Gibraltar?

Que el Gobierno no haya reaccionado todav√≠a a las m√ļltiples evidencias de que brit√°nicos y norteamericanos nos tienen completamente vigilados y controlados mediante t√©cnicas de espionaje electr√≥nico masivo, demuestra que las protestas patri√≥ticas que tanto ha aireado el Ejecutivo este verano no son m√°s que una cortina de humo con la que Moncloa trata de tapar otras verg√ľenzas.04 sep 2013

*Director de P√ļblico.es. Fue redactor-jefe de Internacional en la edici√≥n papel de este diario. Ha sido corresponsal en Mosc√ļ (1987-1992) y en Washington (1992-1996).

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